Entrevista da ministra Nilma Lino Gomes à Voz do Brasil

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(SEPPIR, 25/03/2015) Na última segunda-feira (23/3), a ministra da Seppir, Nilma Lino Gomes, falou à Voz do Brasil sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado no dia 21 de março, data em que a Secretaria completou 12 anos. Veja a íntegra da entrevista.

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, deu entrevista à Voz do Brasil na última segunda-feira, 23/3, para falar do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado no dia 21 de março, quando a Seppir completou 12 anos. Veja a transcrição da entrevista.

Luciano: Neste último sábado foi comemorado o dia internacional pela eliminação da discriminação racial.

Kátia: Na mesma data, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, completou 12 anos de atuação no combate ao racismo e promoção da igualdade racial.

Luciano: Para destacar as datas, a secretaria faz diversas atividades ao longo do mês para debater os avanços e desafios dessa agenda no Brasil e no mundo.

Kátia: Detalhes sobre o assunto na conversa que tive com a ministra da Seppir, Nilma Lino Gomes, quando ela responde também perguntas de nossos seguidores no Twitter. Vamos ouvir. Ministra, quais sãos os principais desafios da sua pasta para diminuir as desigualdades sociais e o preconceito?

Ministra da Seppir – Nilma Lino Gomes: Toda e qualquer política de promoção da igualdade racial sempre será um desafio. No atual momento, no que se refere às legislações, nosso maior desafio é construir um enraizamento e o cumprimento dessas legislações, por parte da sociedade civil, por parte dos órgãos públicos, desencadear essa discussão dentro da iniciativa privada e contribuir para uma reeducação do nosso país, no que diz respeito à promoção de igualdade racial.

Kátia: Ministra, nós recebemos perguntas de nossos seguidores na rede social. Nós temos a pergunta de Marina Martins. Ela é estudante, tem 23 anos e é de Salvador. Ela pergunta: “Sempre que se fala em discriminação racial, pensamos na raça negra ou na matriz africana. Existem outras comunidades incluídas nas ações da Seppir?”.

Ministra da Seppir – Nilma Lino Gomes: Marina, sim, existe. Nós temos na Seppir, também, como parte da nossa responsabilidade trabalhar com os povos e comunidades de religiões de matriz africana, cigano, com comunidades indígenas, com judeus, palestinos, um grupo de órgãos e comunidades que sofrem processo de discriminação racial e racismo.

Kátia: Ministra, tem mais uma pergunta do funcionário público João Guilhermino Arantes, de 42 anos. Ele é do Rio de Janeiro. O João pergunta o que a Secretaria tem feito para diminuir as desigualdades sociais e o preconceito no Brasil.

Ministra da Seppir – Nilma Lino Gomes: Eu diria para o João que nós temos várias ações que a Seppir vem realizando ao longo da sua criação. Eu posso citar o Programa Brasil Quilombola, que é uma ação específica, voltada para os povos e comunidades quilombolas, em articulação com outros Ministérios. A Seppir realiza conferências nacionais de promoção da igualdade racial, onde ela discute e ouve a sociedade civil e dá encaminhamento às questões ligadas à superação do racismo e à discriminação racial. Ela foi a principal protagonista junto ao Congresso Nacional pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que é a nossa lei, que orienta as ações da promoção da igualdade racial no país. Participa também do Programa Juventude Viva, que tem como objetivo a prevenção à violência contra a juventude negra. A Seppir também trabalhou e vem trabalhando com as comunidades de religiões de matriz africana, com o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. Além disso, participamos ativamente pela criação e aprovação da lei de cotas no serviço público, acompanhamos o Ministério da Educação, no que diz respeito à implementação do sistema de cotas nas universidades federais e institutos federais também, além de ações ligadas à questão da saúde da população negra, às questões ligadas à mulher negra, educação. Ou seja, tem uma série de ações, e programas e políticas que a Seppir vem realizando para alcançar seu objetivo.

Kátia: Ministra, qual é o caminho para denúncias de preconceito e discriminação?

Ministra da Seppir – Nilma Lino Gomes: Hoje nós temos a Constituição Federal, nós temos o Estatuto da Igualdade Racial. Existem delegacias especializadas em crime, crimes raciais, em alguns estados e municípios. Nós temos, na Seppir, a Ouvidoria da Seppir também, que acolhe denúncias que são feitas e também dá orientação para as pessoas, além de uma série de outras legislações que são mais amplas, mas que todo e qualquer cidadão, inclusive os cidadãos negros e negras podem acionar.

Kátia: A Voz do Brasil conversou com a ministra Nilma Lino Gomes, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março – também data que a Seppir comemora 12 anos de atuação. Denúncias e mais informações sobre eventos e atividades para debater avanços e desafios no combate ao racismo e promoção da igualdade racial no Brasil em www.seppir.gov.br.

Para ouvir o áudio acesse a página da Voz do Brasil e clique sobre a data do Programa (23/3)

http://conteudo.ebcservicos.com.br/programas/a-voz-do-brasil/programas

Acesse no site de origem: Entrevista da ministra Nilma Lino Gomes à Voz do Brasil (SEPPIR, 25/03/2015)

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