Estados Unidos não estão curados do racismo, afirma Obama

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(Agência Brasil, 22/06/2015) O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu sobre a sombra da segregação que ainda paira sobre a sociedade norte-americana. Em entrevista divulgada hoje (22), ele disse que o país ainda não conseguiu superar a questão do racismo.

Leia mais: 
A vasta sombra da escravidão, por Paul Krugman (O Globo, 23/06/2015)
Racismo sem fronteiras, por Morris Dess e J. Richard Cohen (O Globo, 23/06/2015)
Após mortes nos EUA, líderes pedem fim de símbolo racista (Folha de S. Paulo, 23/06/2015)
Charleston ainda carrega as marcas da escravidão (Folha de S. Paulo, 19/06/2015)
ONU condena assassinatos nos EUA por motivos racistas: ‘ato odioso de violência’ (ONU Brasil, 19/06/2015)
Atirador mata nove em igreja afro-americana nos Estados Unidos (El País, 18/06/2015)

“Não estamos curados do racismo”, afirmou Obama, em entrevista ao programa de rádio WTF with Marc Maron, transmitida hoje, dias depois do ataque a tiros a uma igreja frequentada por uma comunidade negra em Charleston, no estado da Carolina do Sul.

O autor confesso do ataque, um jovem branco de 21 anos, identificado como Dylann Roof, matou nove pessoas aparentemente por motivos raciais.

“Não é só uma questão de não dizer a palavra ‘negro’ em público porque é falta de educação. Não é isso que determina se existe ou não racismo”, disse Obama. “Não é só uma questão de discriminação patente. As sociedades não apagam por completo, de um dia para o outro, o que se passou 200 ou 300 anos antes. O legado da escravatura e a discriminação em quase todas as instituições das nossas vidas têm impacto duradouro e continuam a fazer parte do nosso DNA”, acrescentou o presidente.

Tal como afirmou nas primeiras declarações públicas após o tiroteio em Charleston, Obama voltou a insistir, na entrevista ao comediante Marc Maron, que é possível atuar sobre essas matérias, defendendo medidas “de bom senso” para o controle das armas nos Estados Unidos, para que tragédias deste tipo sejam “menos prováveis”.

Detido horas depois do ataque, na quarta-feira (17) à noite, Dylann Roof foi formalmente acusado de nove crimes de homicídio e pode ser condenado à pena de morte. Ele confessou a autoria do crime, que aparentemente cometeu para iniciar uma “guerra racial”.

No tiroteio, morreram nove pessoas: três homens e seis mulheres. Entre as vítimas estava o pastor Clementa Pinckney, uma figura importante da comunidade negra local e representante democrata no Senado do estado.

Acesse no site de origem: Estados Unidos não estão curados do racismo, afirma Obama (Agência Brasil, 22/06/2015)

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