“Extrema pobreza entre negros reduziu quase 72%”, diz ministra Nilma Lino

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(Portal Brasil, 01/04/2016) “Entre os beneficiários do Minha Casa Minha Vida, 71% são negros”, destacou a ministra das Mulheres, Igualdade Racional e Direitos Humanos

Mudanças na vida da população negra do País nos últimos 13 anos promovidas pelas políticas afirmativas do governo foram apresentadas pela ministra das Mulheres, Igualdade Racional e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, em evento no Palácio do Planalto. Ela participou da assinatura de Atos de Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas nesta sexta-feira (1º).

Segundo a ministra, de 2003 a 2014, a situação de extrema pobreza que atinge as populações negras reduziu quase 72%. Programas como o Bolsa Família contam com 73% dos beneficiários negros, dos quais 68% são famílias chefiadas por mulheres.

“Sabemos que temos um longo caminho para percorrer para superar o racismo enquanto desigualdade estrutural. Mas não podemos negar, nós estamos avançando”, disse Nilma.

Ela disse ainda que o acesso à moradia também foi ampliado à população negra. “Entre os beneficiários do Minha Casa Minha Vida, 71% são negros. E entre os beneficiários do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), 68% se autodeclaram negros e pardos”.

A ministra disse ainda que, no campo, mais de 166 mil famílias chefiadas por negros e negras hoje recebem apoio governamental para ampliar a produção agrícola e melhorar a renda.

Sobre as comunidades quilombolas, Nilma disse que, entre os anos de 2005 e 2015, o  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou 208 relatórios técnicos de identificação e delimitação de terras quilombolas. No mesmo período, foram publicadas 107 portarias de reconhecimento dessas comunidades, 77 decretos de desapropriação e 29 títulos de propriedade, contemplando cerca de 30 mil famílias em todo o País.

A ministra destacou a Lei de Cotas 12.711, que garantiu o acesso ao ensino superior a aproximadamente 150 mil estudantes negros em todo o País. “As universidades públicas federais e os institutos federais de Ensino Superior garantiram e ganharam em diversidade e qualidade, com destaque para as boas notas dos alunos cotistas e dos baixos índices de desistência deles”, disse Nilma.

Por fim, a ministra falou da Lei 12.990, que prevê a reserva de 20% das vagas nos concursos públicos federais para pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. Desde o início da sua vigência, em 2014, mais de três mil pessoas negras e pardas ingressaram no serviço público, em levantamento até dezembro de 2015.

“Isso significa uma mudança estrutural no perfil étnico-racial da administração pública federal”, concluiu.

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