Sociedade alimenta cultura do estupro e tem que mudar, diz cineasta violentada aos 18 anos

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(BBC Brasil, 18/09/2015) Quando tinha 18 anos, Leslee Udwin foi convidada por um homem charmoso que conheceu para ir a uma festa na casa dele. Chegou lá e estranhou um pouco o lugar isolado. Os convidados estavam atrasados, ele dizia. Ninguém apareceu – e Leslee foi estuprada naquela noite. “Eu fiquei 20 anos sem contar isso para absolutamente ninguém, me culpando por não ter virado as costas e ido embora no momento em que vi que não havia ninguém na casa”, disse à BBC Brasil.

Leia também: Estupradores não sentem remorso, por Ivan Martins (Época, 21/09/2015)

Um bom tempo depois, a israelense-britânica se surpreendeu com o caso de um estupro coletivo na Índia que chocou o mundo. Jyoti Singh, de 23 anos, voltava do cinema com um amigo por volta de 20h30 em Nova Déli, quando foi violentada por seis homens dentro de um ônibus.

Para produzir o filme  India’s daughter (Filha da Índia, em português), a cineasta gravou 32 horas de entrevista com os estupradores da menina na Índia e outros agressores sexuais.

“Meu objetivo sempre foi usar isso como uma ferramenta poderosa de mudança. Eu queria levantar essa questão dos direitos de meninas e mulheres no mundo. Porque não é uma coisa da Índia”, disse. “Todo país do mundo sofre dessa doença que é a desigualdade de gênero. Nós precisamos agir, entender nossa responsabilidade nisso.”

Leia a íntegra no Portal Compromisso e Atitude: Sociedade alimenta cultura do estupro e tem que mudar, diz cineasta violentada aos 18 anos (BBC Brasil – 18/09/2015)

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