#SomosTodasMulheresdeQueimadas: Caso é julgado em JP e grupos fazem manifestações

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(Portal Correio, 25/09/2014) Começou na tarde desta quinta-feira (25) o julgamento do principal acusado do caso denominado ‘estupro de Queimadas’, Eduardo dos Santos Pereira. O réu é apontado como mentor e principal executor do estupro coletivo, que aconteceu na cidade de Queimadas, em 12 de fevereiro de 2012, e acabou na morte de duas mulheres.

A audiência ocorre no 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, no Fórum Criminal da Capital, com júri popular composto por quatro homens e três mulheres. O local recebeu cerca de 150 pessoas no começo a tarde, mas perto das 17h o fluxo já estava um pouco menor.

Na ocasião, o juiz Antônio Maroja Limeira Filho, em substituição ao magistrado titular do Júri, Marcos William de Oliveira, pediu que a imprensa não fizesse fotos do réu. A pedido do promotor de justiça Francisco Antônio de Sarmento Vieira, que requereu ao magistrado a limitação da publicidade do caso, em acordo com a defesa da parte acusada, a imprensa também não pôde cobrir o depoimento das três vítimas sobreviventes.

Antes da abertura da audiência, o advogado de defesa do réu, Harley Hardemberg Medeiros Cordeiro, negou à imprensa a autoria do crime por parte do acusado. Sete testemunhas de acusação e uma de defesa também também estão sendo esperadas para depor na sessão. Não há perspectiva de horário para o término do Júri.

Dezenas de pessoas formaram fila para acompanhar a sessão, mas o 1º Tribunal tem capacidade para apenas 80 pessoas. Prevendo a presença de muitos interessados no caso, devido a repercussão dada, está sendo disponibilizado um telão para a transmissão ao vivo do julgamento, no 6º andar do Fórum.

Até às 18h40 desta quinta-feira (25), apenas uma das três jovens vítimas do caso havia sido ouvida pelo 1º Tribunal do Júri de João Pessoa.

A previsão é de que o julgamento deverá entrar pela madrugada da sexta-feira (26).

Manifestações

Grupos fazem manifestações de apoio à família das vítimas e protestam a favor a condenação do acusado. Protestos ocorrem pela internet, em João Pessoa e em Queimadas, na Região Metropolitana de Campina Grande, a cerca de 140 km da Capital

Por meio da hashtag #SomosTodasMulheresdeQueimadas, internautas comentam o caso. “Pela vida das mulheres, não se cale! Exigimos justiça”, diz a usuária Paula Gonzaga.

Manifestações também ocorrem na internet

Em frente ao fórum, na Capital, grupos feministas exibem faixas e se reúnem aguardando o resultado do caso. Mulheres pedem condenação máxima para mentor de estupro coletivo. O ato público começou às 9h da manhã e foi organizado pelo Facebook. Em Queimadas, também houve manifestação.

A coordenadora geral de Acesso à Justiça e Combate à Violência da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Aline Yamamoto, também está acompanhando o julgamento em João Pessoa.

Acesse no site de origem: #SomosTodasMulheresdeQueimadas: Caso é julgado em JP e grupos fazem manifestações (Portal Correio, 25/09/2014)

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