O ESTADO DEVE, SIM, METER A COLHER

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Mulheres que denunciaram violência doméstica em mais de uma ocasião correm 30 vezes mais risco de serem assassinadas, mas o Judiciário não as protege a tempo

(Piauí | 08/12/2020 | Por Hellen Guimarães)

“É só denunciar”, dizem alguns, como se quebrar o ciclo da violência doméstica contra a mulher fosse o que há de mais simples no mundo. Entretanto, os números mostram que, ao contrário do que recomenda o ditado, a demora do Estado em meter a colher em brigas domésticas cobra um preço alto. Uma mulher que já foi vítima dessa violência tem dezessete vezes mais chances de ser assassinada em relação àquelas que não sofreram ou registraram agressões dessa natureza. Se a mulher registrou queixa em mais de uma ocasião, transforma-se num alvo ainda maior: tem trinta vezes mais chances de ser morta por seu agressor. As conclusões vêm de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais, que teve apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

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