Violência doméstica compromete diagnóstico do câncer de mama

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Estresse provocado por agressões físicas e psicológicas no ambiente doméstico tem efeitos danosos, dizem especialistas

(Folha de São Paulo | 23/09/2021 | Por Philippe Scerb)

SÃO PAULO

Não há evidências que sustentem uma relação direta entre a violência contra a mulher e o desenvolvimento do câncer de mama. Contudo, o estresse provocado por agressões físicas e psicológicas no ambiente doméstico tem efeitos danosos sobre o diagnóstico e a evolução da doença.

De acordo com a oncologista Cristiana Tavares, a violência reiterada do parceiro contra a mulher tem impactos clínicos e sociais que prejudicam a identificação do câncer de mama, seu tratamento e a reinserção da paciente na sociedade. Ela participou do painel Câncer de mama e violência contra mulheres, do 8º Congresso digital Todos Juntos Contra o Câncer, ocorrido entre os dias 20 e 24 de setembro.

Em sua pesquisa de mestrado, Tavares investigou a correlação entre a violência doméstica e o câncer de mama. Sua hipótese original era que, por atingir um órgão associado à feminilidade e alterar padrões estéticos, sexuais e familiares, a doença poderia aumentar o nível de violência sofrido pelas mulheres.

Os resultados do estudo com 200 pacientes mostraram que, por um lado, o diagnóstico positivo deixou as mulheres mais vulneráveis: 55% daquelas que desempenhavam uma atividade remunerada tiveram que deixar de trabalhar em função do tratamento e das respectivas sequelas. Dessa maneira, ficaram mais dependentes de seus maridos e em piores condições para deixar uma relação abusiva.

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