Da relativização das violências sexuais, por Luciana Temer

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Se não mudarmos, não venceremos a vergonhosa marca do registro de um estupro a cada oito minutos

(Folha de S.Paulo | 12/11/2020 | Por Luciana Temer, advogada, professora da Faculdade de Direito da PUC-SP e da Uninove e presidente do Instituto Liberta)

Diante dos últimos acontecimentos resolvi refletir sobre o que a nossa sociedade (ou parte dela) entende por violência sexual. Duas decisões judiciais muito recentes nos ajudarão nessa tarefa. No primeiro caso, a vítima é de Santa Catarina, tem 21 anos, é bonita, trabalha em eventos e era virgem a época dos fatos. Conta que estava fora do seu juízo normal quando o acusado manteve com ela conjunção carnal e acredita que tenha sido dopada. As câmeras do local mostram que eles permaneceram isolados por seis minutos. No depoimento, a mãe da vítima conta que ela chegou chorando, em um estado alterado, com a roupa suja de sangue e esperma. O motorista do Uber que a levou para casa confirma que ela não parecia normal, apesar de que não aparentava estar alcoolizada.

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