Em parceria com #MeTooBrasil, Uber lança canal para acolher vítimas de violência sexual

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Usuários, motoristas e entregadores terão direito a quatro sessões de uma hora conduzidas por psicólogas da ONG

(O Globo | 14/09/2021 | Por Bianca Gomes)

SÃO PAULO – A Uber lançou nesta terça-feira, em parceria com a ONG #MeTooBrasil, um canal de suporte psicológico para atender pessoas que foram vítimas de violência sexual em viagens e entregas intermediadas pelo aplicativo. Alvo de críticas pelas recorrentes denúncias de assédio envolvendo principalmente usuárias, a empresa vem lançando desde 2018 uma série de medidas para combater a violência de gênero na plataforma.

Com o novo serviço, usuários, motoristas e entregadores vítimas de violência terão direito a quatro sessões de uma hora conduzidas por psicólogas da #MeTooBrasil, organização sem fins lucrativos que acolhe sobreviventes de abuso sexual. Os atendimentos serão sigilosos e a Uber não terá acesso a nenhuma informação após o encaminhamento.

Pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva mostra que quase todas as brasileiras com mais de 18 anos (97%) já passaram por situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou em táxis. Os institutos entrevistaram 1.081 mulheres em fevereiro de 2019 que utilizaram transporte público ou privado nos 3 meses anteriores à data do início do estudo.

Segundo a advogada e fundadora da ONG, Marina Ganzarolli, o objetivo é dar um primeiro acolhimento e auxiliar a pessoa a se sentir segura e apoiada ao enfrentar o trauma.

— Sabemos que a subnotificação da violência sexual é uma realidade e se dá pelo estigma e pela autoculpa dessa vítima, que não se sente acolhida e nem amparada. Como empresa, a Uber não tem essa obrigação legal e seria difícil incorporar um atendimento a essas pessoas, até pela responsabilidade envolvida. A saída, que é inovadora e não desvia o olhar do problema, foi investir em quem é especialista na área e já atua no enfrentamento à violência. É um passo importante e esperamos que inspire outras organizações — disse Marina.

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