Entenda por que existe o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infantil

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(Terra | 18/05/2021 | Por Alice Arnoldi)

Entre as datas importantes do mês de maio, há o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde 2000, o marco existe para lembrar a importância da sociedade combater a violência contra os menores e criar maneiras de protegê-los. E o dia 18 não foi escolhido sem propósito. Ele lembra o “caso Araceli”, que já possui mais de 40 anos e aconteceu em Vitória, no Espírito Santo.

Em 1973, Araceli era apenas uma garotinha de oito anos que estava voltado para casa mais cedo da escola a pedido da mãe, mas nunca mais foi vista. Desde então, o caso da menina diante do tribunal apresentou muitas reviravoltas em relação aos possíveis culpados, até que fosse arquivado. Entretanto, com a justiça nunca conquistada pela família e a repercussão do caso no país, sabe-se que Araceli foi um dos casos infantis mais alarmantes de abuso e violência sexual infantil, ocorrido durante a Ditadura Militar no Brasil.

Desde o duro acontecimento, instituições do país lutam para que mais crianças e adolescentes tenham suas vidas preservadas, como é o caso da Unicef Brasil e Childhood Brasil.

Os dados mais recentes sobre o assunto

Em nota do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) sobre o assunto, há o último levantamento sobre o cenário brasileiro por meio das denúncias realizadas no Disque 100. Do primeiro dia de 2021 até 12 de maio, cerca de 35 mil notificações de violência contra crianças e adolescentes foram relatadas por meio da plataforma. Entre elas, 17,5% tinham algum tipo de cunho sexual envolvido na agressão, o tipo de violência categorizado como a quarta maior causa denunciada.

O levantamento também traçou o perfil das vítimas, mostrando que garotas entre 12 e 14 anos (66,4%) são as mais atingidas pelos variados tipos de violência (desde física até psicológica). Em seguida, aparecem as crianças de dois a quatro anos, com 5,1 mil de denúncias relacionadas a elas e com a ressalva de que meninas também são as mais afetadas nesta faixa etária, representando 52% das denúncias.

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