Estado de SP registra mais de 1.500 prisões por crimes sexuais em 2020, aponta levantamento

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Entre janeiro e outubro deste ano, houve 869 prisões em flagrante e 730 decorrentes de mandados judiciais, segundo dados da Polícia Civil paulista; médico nutrólogo condenado por violação sexual mediante fraude foi preso nesta segunda-feira na capital paulista

(G1/GloboNews | 15/12/2020 | Por Léo Arcoverde e Isabela Leite)

O estado de São Paulo registrou 1.599 prisões de acusados de crimes sexuais entre janeiro e outubro deste ano, o que representa uma média de quase 160 suspeitos de delitos dessa natureza detidos a cada mês. É o que apontam dados exclusivos da Polícia Civil paulista obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação.

Nesta segunda-feira (14), a Polícia Militar prendeu o médico nutrólogo Abib Maldaun Neto, acusado por ex-pacientes de abusos sexuais, próximo ao Aeroporto de Congonhas, no Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo. A Justiça já tinha decretado a prisão preventiva do médico desde o dia 2 de dezembro. Abib diz que é inocente.

Maldaun Neto é condenado em segunda instância por violação sexual mediante fraude. Esse é um dos vários crimes contra a dignidade sexual previstos entre os artigos 213 e 234 do Código Penal brasileiro.

De acordo com os dados da Polícia Civil obtidos pela reportagem, das 1.599 prisões por delitos dessa natureza registradas em todo o estado neste ano, 869 foram flagrantes e 730 decorreram de mandados de prisão expedidos pela Justiça. Mandados são ordens de prisão decorrentes de investigações, quando há pedidos da Polícia Civil ou do Ministério Público, por exemplo. Também podem decorrer de uma condenação.

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