‘Preferem condenar uma criança de 10 anos do que garantir a ela um mínimo de dignidade’, diz promotora

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Tarcila Santos Teixeira, do MPPR, e outros especialistas consultados pelo Estadão avaliam o cenário da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil à luz do caso que ganhou repercussão nacional nas últimas semanas, destacando que é responsabilidade da sociedade e do Estado, prevista na Constituição, de garantir proteção integral aos mesmos

(Estadão | 20/08/2020 | Por Pepita Ortega)

“Falhamos”. Essa é a avaliação da promotora Tarcila Santos Teixeira, sobre a responsabilidade da sociedade e do Estado, prevista na Constituição, de garantir proteção integral a crianças e adolescentes, entre elas a menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada no Espírito Santo. Trabalhando há oito anos com casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Paraná, Tarcila entende que tal ‘derrota’ tem forte ligação com questões como preconceito, misoginia e desinformação – e no caso da menina de São Mateus ‘uma boa pitada de fanatismo religioso’. “Preferem condenar uma criança de 10 anos do que garantir a ela um mínimo de dignidade’, diz.
Tarcila e outros especialistas consultados pelo Estadão avaliaram o cenário da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil à luz do caso que ganhou repercussão nacional nas últimas semanas.

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