Mulheres negras afirmam o bem viver como superação do racismo

8M Marcha das Mulheres Rio de Janeiro RJ Foto Mídia Ninja

8M Marcha das Mulheres/ RJ. Foto: Mídia Ninja

01 de setembro, 2022 Por Le Monde Diplomatique Brasil

Desde a primeira edição, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver afirma como horizonte transformador a superação do sistema de subordinação racial e de gênero que estrutura as relações sociais no Brasil

(Marina Ribeiro e Larissa França/ Le Monde Diplomatique Brasil) No dia 31 de julho, aconteceu a VIII Marcha das Mulheres Negras, no Posto 3, em Copacabana. O evento contou com a participação de milhares de mulheres negras, que vieram de todas as regiões do estado do Rio de Janeiro.

A marcha anual faz alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. A data surgiu em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras, na República Dominicana. No Brasil, a data celebra também o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que resistiu à escravidão. Em 2022, após dois anos sendo realizada de modo virtual por conta da pandemia, a marcha voltou a ser presencial.

Mesmo com inúmeros desafios, voltamos a marchar por direito à vida plena, dignidade e direitos sociais. “Mais uma vez estamos em marcha, desta vez duas questões se sobrepõem a tantos outros pontos de nossas reivindicações. De forma alguma nos esquecemos que nós, mulheres negras, somos as principais vítimas do feminicídio, da violência doméstica, da mortalidade materna, do desemprego. Que seja nas áreas urbanas ou rurais, disputamos a vida nas cidades sob inúmeras injustiças, no entanto, definimos como algo que devemos evidenciar nesta marcha é que a nossa luta por direitos tem a ver com ocuparmos os espaços de poder e decisão na política representativa (partidária). Também retomamos o quanto continuamos a viver, em vários setores das nossas vidas, os impactos da pandemia do Coronavírus, que ainda não acabou, mas que não vemos aquelas questões que foram salientadas por deixar a comunidade negra em maior vulnerabilidade. Falamos sobre falta de comida, falta de acesso a água e outras urbanidades, falta de política habitacional, falta de acesso à internet, falta de política educacional com foco nas nossas crianças adolescentes e jovens adequadas a realidade vivida neste momento”, diz o manifesto oficial do evento.

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