‘Violência sexual é agenda capturada pelo campo conservador’, diz socióloga

ARRASTÃO FEMINISTA

Grupo Arrastão Feminista faz passeata pelas ruas da Lapa, no Rio de Janeiro, em defesa dos direitos das mulheres e contra a violência (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

13 de setembro, 2022 Por Folha de S. Paulo

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o problema é uma epidemia no Brasil, onde impera a lei do silêncio

(Gabriela Caseff e Giovanna Balogh/Folha de S. Paulo) Violência sexual contra crianças “é uma epidemia no país” e está sob a mesa “quando deveria estar no almoço de domingo e na sala de aula”, segundo Samira Bueno, 36, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A cada dia, 110 crianças e jovens com menos de 13 anos são estuprados no Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado neste ano. O Datafolha também mostra que um terço da população foi vítima de situações de agressão ou violência sexual. Só 11% denunciam.

O problema evidenciado nas pesquisas passa longe de debates entre presidenciáveis, de planos de governo e discussões familiares. “Criança não dá voto”, afirma Samira.

À esquerda e à direita, discutir violência sexual contra menores não traz votos e o tema tem sido garfado pelo campo conservador e servido como tabu, diz a socióloga.

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Veja também – Caso de criança grávida mostra como violência sexual é naturalizada no Brasil, dizem especialistas/ Folha de S. Paulo (12/09/2022).

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