A desigualdade de gênero em três gráficos reveladores

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(Outras Palavras| 09/03/2022 | Por Gabriela Leite)

Ao que o ano de 2030 se aproxima, o mundo se encaminha para avaliar quão perto está das metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir as desigualdades de gênero. Na 66º sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, também da ONU, que será realizada entre os dias 14 e 25 de março, serão revisados três objetivos, estabelecidos em 1996 na conferência de Pequim. São eles: o fim da mortalidade materna, da falta de acessibilidade ao planejamento familiar e da violência de gênero – que inclui casamento infantil, mutilação genital e violência doméstica. Um primeiro exame foi publicado na nova edição do boletim do Centro de Relações Internacionais (CRIS) da Fiocruz.

Os gráficos, produzidos pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), não trazem tão boas notícias. Embora seja necessário reconhecer que todas as taxas estão em queda, parece que o mundo está distante de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU. Mas, ao olhar o copo meio cheio, constataremos que houve uma queda consistente de mortes maternas entre 1990 e 2015, como mostra o gráfico abaixo. Em 90 eram 385 por 100 mil, hoje a taxa global é de 211 mortes por 100 mil nascidos vivos – e até 2030 é preciso que esse número chegue ao menos aos 70. Há dados para acreditar, no entanto, que a pandemia de covid tenha desacelerado essa queda: a doença é mais perigosa às gestantes e muitas das que foram contaminadas não conseguiram atendimento médico eficaz.

 

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