‘A opressão de gênero é o pilar fundamental para todas as opressões’, diz antropóloga Rita Segato

Compartilhar:
image_pdfPDF

Com anos de atraso, chega ao país a obra de intelectual argentina que inspirou hino feminista chileno famoso em todo o mundo, é professora emérita da UnB e redigiu primeira proposta de cotas numa universidade brasileira

(O Globo | 15/09/2021 | Por Leda Antunes)

Depois de uma espera descrita pela própria autora como “assombrosa”, a obra da antropóloga argentina Rita Segato, 70 anos, finalmente chega às livrarias brasileiras. A editora Bazar do Tempo irá lançar os livros da pesquisadora e docente, que atuou no país por 35 anos, ao longo dos próximos meses, começando agora por “Crítica da colonialidade em oito ensaios”, publicado em espanhol em 2013.

Este livro, segundo Segato, professora emérita da Universidade de Brasília (UnB), tem o público brasileiro como “destinatário natural” porque foi escrito enquanto ela atuava no país e trata de mulheres indígenas, relações raciais, racismo na sociedade e na Academia, entre outros temas.

Coautora de uma das primeiras propostas de cotas raciais no ensino superior brasileiro, Segato se tornou uma referência para o movimento feminista latino-americano, máxima expressa na canção-protesto “Um violador em seu caminho”, criada pelo coletivo chileno LasTesis. Depois de a performance ganhar o mundo em 2019, as ativistas explicaram que a base teórica para suas denúncias eram os conceitos desenvolvidos pela antropóloga sobre violência de gênero.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, ela afirma que a era do patriarcado está no fim e que a prova disso é a reação de grupos fundamentalistas religiosos e de conservadores contra os avanços feministas ao redor do mundo:

— Eles, com sua impaciência em tentar nos barrar, estão dizendo que estamos no caminho certo e próximas do destino almejado.

Acesse a matéria completa no site de origem

Compartilhar: