A pandemia tem sido ainda pior para as mulheres. É preciso políticas específicas

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(Carta Capital | 07/03/2021 | Por Adriane Reis Araujo e Ana Lúcia Stumpf González)

 

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, tem origem nas lutas e na organização sindical de trabalhadoras no início do século XX, em busca de patamares mínimos de direitos trabalhistas, como salário mínimo e limitação de jornada. Essa data marca a reflexão sobre a conquista de direitos pelas mulheres e os riscos advindos da discriminação decorrente dos papeis de gênero, principalmente em um contexto pandêmico.

De acordo com o Relatório Especial da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), das Nações Unidas, a pandemia fez retroceder os avanços do mercado de trabalho das mulheres em uma década: a taxa de participação no mercado de trabalho das mulheres caiu 8% em relação ao ano anterior (de 52% para 46%) enquanto a dos homens diminuiu apenas 4% (de 73,6% para 69%). As dificuldades são ainda maiores quando falamos de mulheres negras, ainda mais atingidas pelo desemprego e pelo subemprego. Dados do IBGE apontam que a taxa de desemprego entre mulheres negras atingidas pelo desemprego e pelo subemprego. Dados do IBGE apontam que a taxa de desemprego entre mulheres negras atingiu 18,2% em junho de 2020, enquanto entre mulheres brancas ficou em 11,3% e entre homens brancos, 9,5%.

FOTO: ANDRÉ COELHO/GETTY IMAGES/AFP

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