Antropóloga Debora Diniz fala sobre a triste situação das mulheres na pandemia: “Brasil é o epicentro da morte materna pela doença”

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( Revista J.P| 05/04/2021 | Por Alana Della Nina)

Um dos nomes mais atuantes da discussão sobre a legalização do aborto, a antropóloga, professora e pesquisadora Debora Diniz acredita que, mesmo desamparadas pelos contextos atuais, são as mulheres que irão transformar a realidade num mundo pós-pandemia

Por Alana Della Nina para a revista J.P

Vivemos um paradoxo. Se as mulheres se viram mais vulnerabilizadas durante a pandemia – seja pela falta de proteção social, pelo acúmulo de responsabilidades e, em última instância, pela violência doméstica –, são elas, segundo Debora Diniz, que vão conduzir a transformação para um mundo mais humano. Na linha de frente da luta feminista, a antropóloga e pesquisadora dedicou boa parte de sua carreira à defesa das mulheres. Formada em ciências sociais pela Universidade de Brasília, onde fez mestrado e doutorado, Debora saiu do país após sofrer ameaças de morte em 2018, quando liderou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez. Hoje morando em Rhode Island, nos Estados Unidos, onde trabalha como pesquisadora na Universidade Brown, a alagoana continua engajada em sua luta. A seguir, ela fala sobre a condição das mulheres brasileiras e dá sua opinião esperançosa – e não otimista, como ressalta – sobre o que será o mundo pós-pandemia.

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