03/03/2010 – Aids causa maioria das mortes de mulheres entre 15 e 49 anos, diz ONU

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Unaids vê ligação entre violência contra a mulher e o avanço da Aids

A infecção pelo vírus HIV tornou-se a principal causa de morte e doenças em mulheres entre 15 e 49 anos no mundo.

A informação foi dada pela Unaids, a agência das Nações Unidas para o enfrentamento do HIV/Aids, na abertura da conferência sobre a situação das mulheres no mundo que está sendo realizada em Nova York.

Na ocasião, a Unaids lançou um plano de ação de cinco anos para lidar com os diversos fatores que colocam as mulheres em risco. Dentre eles, um dos mais graves é a violência. A agência alertou que até 70% das mulheres no mundo sofrem violência, o que prejudica sua capacidade de exigir relações sexuais seguras com seus parceiros. Em outras palavras, as mulheres frequentemente são forçadas a fazer sexo sem preservativo ou sentem-se incapazes de exigir o uso da camisinha, o que aumenta muito o risco de contaminação pelo HIV.

“Ao tirar a dignidade das mulheres, estamos perdendo a oportunidade de aproveitar metade do potencial da humanidade para atingirmos as Metas do Milênio. Mulheres e meninas não são vítimas, elas são a força motriz que traz a transformação social”, afirmou o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, que declarou que a violência contra as mulheres não deve ser tolerada.


Necessidades das mulheres devem ser consideradas

Segundo a Unaids, 33,4 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo em dezembro de 2008. Deste total, 15,7 milhões, ou quase metade, eram mulheres.

E cerca de 30 anos após o início da epidemia de HIV/Aids, os serviços que atendem as pessoas soropositivas não atendem de forma adequada as necessidades específicas de mulheres e adolescentes, denunciou a agência da ONU.

“Elas precisam de um sistema de apoio amigável e adequado que permita que elas façam escolhas livres a respeito de sua sexualidade sem que sejam discriminadas ou estigmatizadas”, afirmou Suksma Ratri, integrante da Rede Feminina Positiva da Indonésia, que participou do lançamento do plano de ação da Unaids.

Entre os principais pontos do plano que a Unaids quer trabalhar em conjunto com governos, sociedade civil e outros parceiros estão a melhora na coleta de informações e na análise sobre como a epidemia afeta mulheres e a garantia de que a questão da violência contra a mulher seja incluída nos programas de prevenção do HIV.

Leia a notícia na íntegra: BBC Brasil – 03/03/2010

 

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