Morte de gestante na Polônia gera protestos contra lei que restringe aborto

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Milhares de pessoas saíram às ruas do país gritando “Nem uma mais” após morte de mulher de 30 anos. Grávida de um feto com má formação, ela foi impedida de realizar aborto após o país praticamente banir o procedimento.

(DW | 07/11/2021 / Por Redação)

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste sábado (06/11) em Varsóvia e outras cidades da Polônia após a morte de uma gestante, vítima, segundo ONGs de defesa dos direitos das mulheres, de uma nova regra em vigor desde o começo do ano, que praticamente baniu o aborto legal no país.

Izabela, de 30 anos, que estava grávida de 22 semanas, morreu no fim de setembro em um hospital de Pszczyna, no sul da Polônia. “Os médicos esperaram que o feto morresse. O feto morreu, a paciente morreu. Choque séptico”, tuitou Jolanta Budzowska, advogada da família.

A jovem morreu em setembro, mas a sua morte só se tornou pública na última semana. Os médicos do hospital adiaram a interrupção da gravidez, de 22 semanas, apesar de o feto não ter líquido amniótico suficiente para sobreviver, dizem a família e a advogada.

Ativistas afirmam que, agora, os médicos na Polónia, uma nação fortemente católica, ficam à espera que um feto com defeitos graves morra no útero em vez de realizarem um aborto, por temor que sofram consequências jurídicas por parte das autoridades.

Segundo a advogada Jolanta, Izabela é a primeira vítima da decisão de outubro de 2020 do Tribunal Constitucional, que entrou em vigor no fim de janeiro. Com o apoio do partido de direita que governa a Polônia, o Lei e Justiça (PiS), o tribunal proibiu o aborto em casos de má-formação fetal grave, autorizando a prática apenas em casos de estupro ou incesto, ou quando a vida da mãe estiver em perigo.

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