Sexualidade ainda é vista como tabu no tratamento de mulheres com câncer

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Mudanças no corpo, decorrentes dos tratamentos oncológicos ou cirurgias, podem afetar o prazer e a autoestima da paciente

(Folha de S. Paulo | 22/09/2021 | Por Redação)

SÃO PAULO

O tratamento contra um câncer pode ter grande impacto na sexualidade do paciente, mas o assunto ainda é pouco discutido no consultório médico. É o que afirma a oncologista do Instituto d’Or Sabrina Chagas, que também é vice-presidente do Instituto Nosso Papo Rosa, projeto de conscientização sobre o câncer de mama, o mais comum entre as mulheres.

A especialista está entre as debatedoras de um painel que discutiu o tema dentro do 8º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, realizado entre os dias 20 e 24 de setembro.

Segundo previsões do Inca (Instituto Nacional do Câncer), entre 2020 e 2022, país chegará a mais de 66 mil casos de câncer de mama, o que equivale a 29,7% dos diagnósticos. Nos homens, a incidência é muito menor, com uma média de um caso para cada 100 mil indivíduos.

As mudanças no corpo das mulheres, decorrentes de procedimentos cirúrgicos ou tratamentos como quimioterapia, hormonioterapia ou menopausa induzida, podem afetar o prazer e a autoestima.

“Isso pode significar alterações no sentido do ‘eu sexual’, que incluem distúrbios com o prazer e a libido”, diz Chagas. Além disso, afirma a médica, as pacientes enfrentam questões intrapsíquicas, como medo da perda da fertilidade, imagem corporal negativa, depressão e ansiedade.

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