Mulheres indígenas querem novo olhar sobre seu lugar e luta, por Hamangaí Marcos

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(Ecoa/UOL | 11/11/2020 | Por Hamangaí Marcos*)

O estado brasileiro possui uma grande dívida histórica com os povos indígenas do país. A tentativa de apagamento histórico e as diversas violações de direitos são fatores que influenciam e comprometem a saúde e o bem-estar das mulheres dentro e fora de seus territórios. São elas que carregam profundas cicatrizes em seus corpos e em suas memórias do violento processo de colonização.

O Brasil nasceu na base do estupro e da exploração. Sabe aquela famosa frase “a minha avó foi pega no laço a dente de cachorro”? Pois ela se refere ao estupro enfrentado pelas mulheres indígenas desde 1500. Isso não pode ser romantizado.

Antes mesmo de surgir a palavra feminismo, as mulheres indígenas vêm resistindo pela sua própria sobrevivência contra o processo de colonização, o patriarcado e qualquer outro tipo de opressão sobre seus corpos e territórios.

Acesse o artigo completo no site de origem.

*Hamangaí pertence ao povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e Terena, e é estudante do curso de medicina Veterinária pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB. Atua como articuladora nacional do Engajamundo, e lá faz parte do Grupo de Trabalho (GT) de Gênero. Também é membra da Rede Pelas Mulheres Indígenas.

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