ONU Mulheres promove debate sobre Mulheres, Paz e Segurança em reunião com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

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Representantes de vários ramos das Forças Armadas de Moçambique, Portugal, Brasil e Angola apresentaram as suas análises e pontos de vista sobre as diversas implicações que ligam o gênero e os conflitos armados, a violência baseada no gênero e a participação das mulheres no processo de paz

(ONU/BR, 28/10/2016 – acesse no site de origem)

Gênero, Paz e Segurança foram as palavras-chave do seminário político e diplomático sobre “A análise do conteúdo da Resolução 1325/2000 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Mulheres, Paz e Segurança”, que envolveu representantes do setor da Defesa da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A ministra do Gênero, Criança e Ação Social ladeada representante da ONU Mulheres e o diretor do Centro de Análise Estratégica da CPLP e participantes da conferência (Foto: ONU Mulheres/Delia Machavela)

A ministra do Gênero, Criança e Ação Social ladeada representante da ONU Mulheres e o diretor do Centro de Análise Estratégica da CPLP e participantes da conferência (Foto: ONU Mulheres/Delia Machavela)

O evento, organizado pelo Centro de Análise Estratégica (CAE) da CPLP, em parceria com o Ministério do Gênero, Criança e Ação Social e a ONU Mulheres teve lugar no Centro de Análise Estratégica da CPLP, no dia 13 de outubro, em Maputo. Contou com a presença de vários funcionários de alto nível, tais como a ministra de Gênero, Criança e Ação Social, Cidália Chauque Oliveira; o diretor da CPLP Moçambique, Luiz de Carvalho; e da representante da ONU Mulheres Moçambique, Florence Raes.

Durante o evento, representantes de vários ramos das Forças Armadas de Moçambique, Portugal, Brasil e Angola compartilharam o espaço discursivo com representantes do Ministério de Gênero e de defesa, da academia bem como funcionários da ONU Mulheres e outros profissionais especializados em gênero.

O principal tema do dia foi a Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU, que se debruça sobre o impacto recorrente da violência na vida das mulheres durante conflitos armados, bem como sobre a importância das mulheres nos processos de gestão de crises, resolução de conflitos, construção da paz e reconstrução. A Resolução 1325 também foi enfatizada como o principal instrumento internacional para a promoção da igualdade de género e empoderamento das mulheres em tempos de conflito.

Ao longo do encontro, os participantes apresentaram as suas análises e pontos de vista sobre as diversas implicações que ligam o gênero e os conflitos armados, a violência baseada no gênero e a participação das mulheres no processo de paz. Os temas discutidos variaram do impacto dos conflitos armados sobre a saúde mental até dados estatísticos sobre as mulheres, paz e segurança; dos detalhes do quadro legal internacional após a Resolução 1325 ao ponto de situação de sua implementação nos diferentes países.

O seminário também foi a ocasião para os participantes serem expostos a um esboço do documento “mapeamento do progresso nacional na implementação das resoluções do conselho de segurança das nações unidas sobre as mulheres, paz e segurança em África oriental e austral” ao qual se esperam contribuições nos próximos dias.

A reunião acontece num momento delicado para Moçambique, onde a violência armada está em ascensão após confrontos contínuos entre as forças do governo e partido de oposição RENAMO. Apesar disso, no encontro não faltaram propostas e ideias construtivas por parte dos participantes, que se envolveram num debate vivo e trocaram ideias e melhores práticas de seus próprios países, sobre como promover a participação das mulheres, como enfrentar a violência baseada no gênero dentro e fora de situações de conflito armado e o papel que o sector de defesa pode desempenhar tanto ao nível interno como externo.

Num setor em que todos os processos tendem a ser planeados, acordados, e implementados por homens, o encontro é um passo pequeno mas significativo para a integração das questões de gênero no sector da defesa e segurança da CPLP.

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