Mulher: há uma proposta decente?

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Veja o que os candidatos a presidente falam sobre assuntos femininos em seus planos de governo

(Universa, 20/09/2018 – acesse a íntegra no site de origem)

Para saber o que os candidatos à presidência propõem para as mulheres, o quanto falam delas e o que se destaca em seus planos, Universa esmiuçou o programa de governo de cada um dos nove concorrentes com representação mínima de cinco deputados eleitos no Congresso Nacional. O levantamento foi submetido à análise do Grupo de Estudos de Gênero e Política da USP (Universidade de São Paulo).

Os candidatos analisados foram Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Por causa do critério escolhido, ficaram de fora os candidatos Eymael (DC), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL) e Vera (PSTU).

Foram selecionados oito temas: mercado de trabalho, educação, saúde, aborto, maternidade, segurança/violência contra a mulher, feminicídio e política. As diretrizes estão nos programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Propostas apresentadas em debates, entrevistas e vídeos de campanha foram desconsiderados. Pesquisadora do Grupo de Estudos de Gênero e Política, a cientista política Beatriz Rodrigues Sanchez aponta os candidatos Ciro Gomes, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Marina Silva como os nomes com o maior número de propostas para mulheres.

Mas as diretrizes são genéricas. “Eles querem mostrar que estão levantando a bandeira, mas é evidente que não sabem como viabilizar suas ideias. Os programas não são aprofundados como nas áreas de economia ou política internacional, por exemplo”, conclui Beatriz, que também é pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Camila Brandalise e Marcos Candido

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