Mulheres negras na política: Marielle e suas sementes, por CFEMEA

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(Outras Palavras| 29/03/2021 | Por CFEMEA)

Neste mês de março em que nós mulheres celebramos tantas conquistas e choramos tantas perdas, lembramos que luto é luta! Por várias razões. Destacamos aqui mais uma: no Brasil as datas de 8 e 14 de março representam juntas, a luta pelo fim da violência política contra as mulheres.

Há três anos, 14 de março foi marcado pelo brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes.

Como o Instituto Marielle Franco a apresenta “Marielle Franco é mulher, negra, mãe, filha, irmã, esposa e cria da favela da Maré; Socióloga com mestrado em Administração Pública. (Em 2016) Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, um impressionante número de 46.502 votos. Foi também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Vereadores do Rio.

O CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria tem 30 anos de experiência de luta pelos direitos políticos das mulheres. Participamos do processo de incidência em torno da Lei de Cotas nos anos noventa, dos debates sobre aumento da representatividade feminina durante os anos participamos de diversos diálogos e espaços de participação social como parte dos movimentos de mulheres.

Nas eleições de 2016 em todo o Brasil, somente 4,1% (691) das candidatas às prefeituras eram mulheres negras. Somente 3,2% (180) foram eleitas. Para o cargo de vereadora, só 15,4% eram mulheres negras (71.066), e apenas 5% (2.870) foram eleitas. Marielle se elegeu nesse contexto.

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