09/10/2011 – Folha de S.Paulo noticia que 4 ministras estão sob ameaça

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(Seppir/Folha de S.Paulo) A edição de domingo do jornal Folha de S.Paulo trouxe a seguinte notícia, assinada pela jornalista Ana Flor, da sucursal de Brasília:

“Reforma no Executivo ameaça 4 ministras
Má avaliação ou eleição podem motivar saída

Depois da dificuldade de encontrar mulheres para o primeiro escalão, a presidente Dilma Rousseff se prepara para mudar parte da cota feminina na reforma ministerial prevista para fevereiro.
Os motivos são o calendário eleitoral ou a avaliação ruim do desempenho.
Entre as mudanças cogitadas estão três ministras do PT -Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Racial.
Dilma ficou descontente com recentes casos envolvendo Iriny Lopes (Mulheres), que pediu a retirada do ar de um comercial de lingerie.
Luiza Bairros (Igualdade Racial) é tida como apagada, apesar do trânsito no setor.
Tanto Iriny quanto Maria do Rosário (Direitos Humanos) podem deixar o cargo para disputar a eleição-2012.
Outra sob ameaça é Ana de Hollanda (Cultura). Dilma tem simpatia por ela, mas Hollanda tem problemas com assessores e lhe falta apoio de parte do setor cultural. São dez as pastas dirigidas por mulheres.”
Acesse essa notícia em pdf: Reforma no Executivo ameaça 4 ministras (Folha de S.Paulo – 09/10/2011)

Também da sucursal de Brasília, o jornalista Melchiades Filho escreve em sua coluna na segunda-feira:
“Em vez de levar adiante a ideia de criar uma pasta (a 39ª!) para a Micro e Pequena Empresa, por que não juntar as secretarias de Mulheres, Igualdade Racial e Jovens numa só, de Ação Afirmativa, com prestígio e orçamento decente? Até quando Direitos Humanos e Justiça precisarão andar separados? – Zumbilândia, por Melchiades Filho (Folha de S.Paulo – 10/10/2011)

A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) emitiu a seguinte nota sobre a matéria “Reforma ameaça ministras mulheres”: 
“Ao contrário do que especula a reportagem da Folha de S. Paulo (edição de 09-10-2011, pg A10), a ministra Luiza Bairros, que não foi ouvida pela repórter Ana Flor, nunca manifestou desejo de deixar a Seppir e já expressou publicamente suas críticas a uma visão simplista que limita as complexidades relacionadas à promoção da igualdade racial ao volume de recursos orçamentários disponíveis. Acrescente-se ainda que, como a ministra escreveu no artigo “O Estatuto é pra Valer”, amplamente divulgado em julho deste ano, o PPA 2012-2015 conferiu nova feição aos planos de governo ao incorporar o programa de Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial. Coordenação de Comunicação SEPPIR” – Acesse em pdf: Nota sobre a matéria “Reforma ameaça ministras mulheres” (Seppir – 10/10/2011) 

 

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