15/08/2010 – Como a sisudez deu lugar ao sorriso (Estadão)

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(O Estado de S. Paulo) “De ministra da Casa Civil desconhecida, Dilma passou a ser vista pelas classes mais pobres como mulher ‘guerreira’, que ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comandar os principais projetos do governo. É com esse figurino que ela vai se apresentar na estreia do programa eleitoral de TV, no próximo dia 17”, diz a reportagem do Estadão.       

“Da simbiose com Lula à revolução estética, tudo foi planejado para suavizar a feição da caloura na cena política. De burocrata no gabinete, Dilma assumiu o posto de ‘mãe’ do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e passou a subir em palanques. A sisudez deu lugar ao sorriso e o antigo penteado foi substituído por um clássico ‘a la Carolina Herrera’.”

“Guerreira”. “Em 2006, quando assinou a campanha da reeleição do presidente, o marqueteiro monitorou a intenção de voto e os humores dos brasileiros em 53,9 mil entrevistas quantitativas e 7.392 qualitativas, todo santo dia, durante dois meses e meio. De caráter subjetivo, as chamadas ‘quali’ medem as impressões do eleitor. Foi uma dessas ‘quali’, apresentada ao comando do PT no último dia 10, que mostrou como a imagem de ‘guerreira’ começa a grudar em Dilma. A luta da ex-ministra para combater o câncer no sistema linfático, detectado em abril do ano passado, contribuiu para formar, no imaginário da população, o perfil da mulher corajosa, que enfrenta qualquer obstáculo.”

“Para o comitê petista, a fama de mandachuva durona que marcou a passagem de Dilma pelo governo precisa ser arquivada. Na campanha, a dona de temperamento forte que distribuía broncas na Esplanada será substituída pela ‘mãe’ do PAC e mulher que ‘cuida’ dos pobres. É mais uma fórmula para atrair a simpatia do público feminino, faixa do eleitorado em que o desempenho da candidata ainda está aquém da expectativa. A tática ganhará reforço no horário gratuito, mostrando que ela, agora, está prestes a ser avó.”

Acesse essa matéria na íntegraComo a sisudez deu lugar ao sorriso (O Estado de S. Paulo – 15/08/2010)

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