Uma guerra invertida entre os sexos, por José Eustáquio Diniz Alves

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“As questões de gênero nunca tiveram tanta importância como nestas eleições de 2010. (…) Se Dilma vencer, será uma vitória liderada pelos homens; se Serra ganhar, será uma vitória liderada pelas mulheres. Em 31 de outubro saberemos o resultado desta guerra invertida entre os sexos”, afirma o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, em artigo publicado com exclusividade pela Agência Patrícia Galvão.

Professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, José Eustáquio desmente a antiga visão de que as mulheres não possuem autonomia e capacidade de influenciar o resultado de uma eleição. Para isso, o demógrafo apóia-se nos dados das últimas pesquisas de intenção de voto para Presidência divulgadas pelos principais institutos de pesquisa do país, que mostram que as mulheres não seguem os homens e têm opinião própria na hora de decidir seu voto.

Os dados das pesquisas de intenção de voto por sexo apontam que Dilma Rousseff não conseguiu reduzir a diferença de votos que tinha entre mulheres e homens, e as mulheres acabaram levarando a eleição para o segundo turno. “Quer seja pela questão ecológica, pelo tema da ética na política, pela questão de gênero ou pela questão religiosa, o fato é que as mulheres não seguiram os homens e não permitiram que eles decidissem a eleição no primeiro turno”, afirma José Eustáquio.

Para o pesquisador, “as eleições presidenciais de 2010 estão mostrando que a relação entre sexo e gênero é mais complexa do que a maioria dos analistas imaginava. (…) Em termos sociológicos, parece existir uma anomia de gênero neste segundo turno das eleições, pois não tem havido convergência entre o comportamento eleitoral masculino e o feminino. Na verdade, o inusitado é que o eleitorado masculino está votando, preferencialmene, em uma mulher e o eleitorado feminino está votando, preferencialmente, em um homem.”

Leia o artigo na íntegra: As diferenças de sexo e gênero nas eleições presidenciais, por José Eustáquio Diniz Alves

 

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