Na Assembleia-Geral da CSW, Brasil defende trabalho decente para todas as mulheres

860
0
Compartilhar:
image_pdfPDF

Representantes dos países das Nações Unidas estão reunidos em Nova York (EUA) para discutir as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Na tarde dessa quarta-feira (15), na Assembleia-Geral do evento, a secretária de Políticas para as Mulheres (SPM/MDH), Fátima Pelaes, chefe da delegação brasileira, o acesso das mulheres ao trabalho decente.

(SPM/MDH, 15/03/2017 – acesse no site de origem)

“O governo brasileiro tem se esforçado para aumentar o acesso das mulheres ao trabalho decente. Uma das mais bem sucedidas iniciativas foi a alteração institucional que regula o trabalho doméstico. Estamos também envidando os maiores esforços para ratificarmos em breve a Convenção 189 da OIT”, afirmou em seu discurso.

Leia também: Em encontro mundial de mulheres, o Brasil defende diálogo estreito com a sociedade

Fátima Pelaes, que esteve acompanhada na plenária por parlamentares e representantes da sociedade civil e do governo, ressaltou algumas iniciativas brasileiras na promoção do trabalho decente, como a capacitação de mulheres egressas do sistema prisional e o incentivo as empresas públicas e privadas na promoção dos direitos das mulheres, por meio do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça.

“Apesar de todos esses avanços, reconhecemos que a desigualdade de gênero no mundo do trabalho em transformação é um problema que persiste no Brasil. Para mudar essa realidade o governo brasileiro reconhece a importância da participação da sociedade civil, especialmente dos movimentos de mulheres e feministas, para superar as barreiras estruturais de acesso as mulheres ao trabalho decente e superar a persistência de discriminação no mercado de trabalho”.

Para garantir avanços, a secretária afirmou que o Brasil caminha na direção de ampliar as ações, de forma a “reconhecer, reduzir e redistribuir o trabalho não remunerado”, de promover uma educação que reflita sobre igualdade entre mulheres e homens, que amplie o acesso a profissões  ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática e a divisão sexual do trabalho.

“Nós continuaremos a lutar, não apenas para proteger os direitos já conquistados, mas avançarmos ainda mais. Queremos o mesmo salário entre mulheres e homens para trabalhos de igual valor nos âmbitos público e privado, queremos o fim de todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres no ambiente de trabalho”, defendeu.

CSW

O maior evento de políticas para as mulheres, a Comissão sobre o Status da Mulher (CSW, sigla em inglês) acontece até o dia 24 e reúne representantes e ministras e ministros de mulheres dos estados membros das Nações Unidas (ONU).  A CSW se concentra nos direitos das mulheres e na capacitação, na medida em que constrói consenso para recomendações políticas acionáveis.

De acordo com a ONU Mulheres, o tema prioritário da maior reunião intergovernamental deste ano é “O empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”. Também está revisando os desafios e realizações para mulheres e meninas na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ( ODMs ) .

Compartilhar: