ONU pede ajuda humanitária a mulheres e meninas em zonas de guerra

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(Istoé, 03/12/2015) ONU pede ajuda humanitária a mulheres e meninas em zonas de guerra

Milhares de mulheres e meninas envolvidas em conflitos ao longo do mundo precisam de serviços de saúde sexual e reprodutiva como um direito humano, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) nesta quinta-feira.

A agência pediu em seu boletim anual sobre o Estado da População do Mundo o reforço da assistência às mulheres em zonas de guerra e em áreas de desastres.

“A saúde e os direitos das mulheres e adolescentes não deveriam ser tratados como uma ocorrência tardia nas respostas humanitárias”, disse Babatunde Osotimehin, diretor-executivo da UNFPA.

“Para a mulher grávida que está prestes a dar à luz ou a adolescente que sobreviveu à violência sexual, os serviços de salvamento são tão vitais quanto a água, a comida e o refúgio”, acrescentou.

Das 100 milhões de pessoas que precisam de ajuda humanitária no mundo atualmente, cerca de 26 milhões são mulheres e adolescentes em idade reprodutiva.

“Ter os recursos para prevenir uma gravidez e segurança diante da violência sexual: estes são os direitos humanos básicos”, destacou Osotimehin.

A sobrevivência das mulheres e meninas em uma crise depende com frequência do acesso aos serviços básicos de saúde, como as parteiras ou a prevenção de HIV, explicou o relatório intitulado “Refúgio para a tempestade”.

Três de cada quatro mortes maternas no mundo ocorrem em países em crise.

Todos os dias 507 mulheres morrem por complicações na gravidez e em partos em Estados frágeis.

Este pedido chega num momento em que a ONU tenta ajudar 60 milhões de deslocados pelos conflitos, quatro milhões deles que fugiram da guerra na Síria, no que é a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

O fundo destacou que 123.000 mulheres estavam grávidas durante a epidemia de Ebola em Serra Leoa e 126.000 quando foi registrado o devastador terremoto do Nepal em abril.

Acesse no site de origem: ONU pede ajuda humanitária a mulheres e meninas em zonas de guerra (Istoé, 03/12/2015)

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