Hospital naturalizou violação de direitos da mulher em caso de estupro, diz defensora

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

18 de julho, 2022 Por Folha de S.Paulo

Direção não reconheceu gravidade da retirada do acompanhante do centro cirúrgico, afirma ela após vistoria

(Ana Luiza Albuquerque/Folha de S.Paulo) A Defensoria Pública do Rio de Janeiro encontrou falhas nos protocolos adotados no Hospital da Mulher Heloneida Studart, onde o anestesista ​Giovanni Quintella Bezerra, 31, foi preso após ser flagrado estuprando uma paciente durante uma cesárea. A unidade é estadual e fica em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Coordenadora da área de Saúde na Defensoria, a defensora Thaísa Guerreiro participou de uma vistoria no hospital na última quinta-feira (14). Ela diz à Folha que notou entre os profissionais uma naturalização da violação do direito a um acompanhante durante todo o parto, previsto em legislação federal.

Segundo depoimentos colhidos ao longo das investigações do estupro, o anestesista pedia que os maridos das pacientes se retirassem da sala de cirurgia no meio do procedimento. Os relatos também indicam que Bezerra aplicava, sem necessidade, altas doses de sedativo nas pacientes, para que pudesse estuprá-las.

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