Médica reforça direito ao aborto em caso de estupro: basta a palavra da mulher

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Convidada do novo vídeo da Agência Patrícia Galvão, médica Ana Teresa Derraik reitera garantias de meninas e mulheres vítimas de estupro

(Agência Patrícia Galvão | 09/12/2021)

“Quando a mulher chega numa unidade de saúde pleiteando a interrupção da gravidez, por ter sido vítima de uma violência, basta a palavra dela. Ela não precisa apresentar qualquer  documento comprobatório dessa violência”, ressalta a médica Ana Teresa Derraik, diretora geral do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em novo vídeo da Agência Patrícia Galvão. Segundo a especialista, “se a mulher é forçada a ter relação sexual e cede por medo ou constrangimento, isso é violento”. 

Apenas metade da população (54%) conhece a Lei do Minuto Seguinte, que garante atendimento às vítimas de estupro nos serviços de saúde sem a obrigatoriedade de boletim de ocorrência, aponta a pesquisa Percepções sobre estupro e aborto previsto por lei, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva em 2020. Para Ana Teresa Derraik, que também integra a Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras, é fundamental difundir amplamente esse direito, pois nem sempre a violência é explícita, ela pode ser praticada pelo marido ou um parceiro de longa data. 

Confira o vídeo:

 

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