ONU se compromete contra assédio sexual em resolução questionada por EUA

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A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou nesta segunda-feira uma resolução sobre o assédio sexual e a violência contra as mulheres, apesar das tentativas dos Estados Unidos de suavizar a medida, especialmente no que se refere ao aborto e ao planejamento familiar.

(UOL, 17/12/2018 – acesse no site de origem)

A administração de Donald Trump tentou retirar desta resolução não vinculante as menções sobre acesso aos serviços de saúde reprodutiva, aborto seguro e direito das mulheres de decidir livremente sobre questões vinculadas a sua sexualidade.

Em votação solicitada por Washington, 130 países se manifestaram a favor da manutenção das citadas menções, 31 se abstiveram e apenas os EUA foram foram contrários.

A resolução foi aprovada em sua totalidade pela Assembleia Geral.

França e Holanda estão na origem das negociações sobre esta resolução que, pela primeira vez após o surgimento do movimento #MeToo, menciona a luta contra o assédio sexual.

No passado mês de novembro, a França criticou o giro dos Estados Unidos por se alinhar a posições de governos menos progressistas em matéria de direitos das mulheres.

“Necessitamos ter os Estados Unido neste combate contra o assédio sexual, de acordo com os valores que os EUA sempre defenderam”, disse à AFP o embaixador francês na ONU, François Delattre.

Segundo diplomatas, os esforços de Washington para atenuar a resolução foram ditados por partidários ultraconservadores ligados ao vice-presidente Mike Pence, abertamente oposto ao aborto.

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