Grávidas morrem mais por Covid-19, mas vacinação segue lenta

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Presença de comorbidades, exigência de atestado e medo de efeitos adversos são causas apontadas por especialistas, que pedem imunização rápida para elas

(O Globo | 24/06/2021 | Por Constança Tatsch| Acesse a matéria completa no site de origem)

SÃO PAULO — Desde o começo da pandemia, 11.390 gestantes tiveram diagnóstico de Covid-19 no Brasil e 950 morreram, ou 8,3%, segundo dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19. A situação ficou ainda mais grave este ano: em 2021, dos 5.943 casos entre grávidas, 667 morreram, ou seja, 11,2%. Apesar da taxa de letalidade ser muito superior à da população geral (2,8%), elas ainda não estão sendo vacinadas como deveriam.

Dados do Localiza SUS, do Ministério da Saúde, mostram que, das 83.985.223 doses de vacina aplicadas, apenas 230.781 doses foram destinadas às grávidas. Isso corresponde a somente 0,27% do total. Mesmo dentro do universo das gestantes, o índice é baixo. Embora seja difícil precisar o número exato de mulheres grávidas no Brasil neste ano, especialistas estimam em cerca de 3 milhões. Assim, o patamar de vacinação desse grupo estaria em apenas 8%.

A baixa imunização delas deixa especialistas em alerta. Há diversas causas para a não adesão à vacinação. A primeira é que, até agora, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) mantém a recomendação de que apenas aquelas com comorbidades sejam imunizadas.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) já recomendou ao Ministério da Saúde que reveja a posição.

— Nosso posicionamento que as gestantes com ou sem comorbidades sejam vacinadas. Metade das mortes de gestantes por Covid-19 no mundo é de brasileiras. E o número aqui tem aumentado bastante — afirma o ginecologista Agnaldo Lopes, presidente da Febrasgo. — Reforçamos nossa recomendação ao PNI porque é importante não ter divergência de opiniões, estarmos alinhados.

Acesse a matéria completa no site de origem

 

 

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