Mulheres negras e pobres são as que mais sofrem violência obstétrica

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Mulheres negras e pobres são as que mais sofrem abuso físico e psicológico. Saiba como reconhecer e denunciar

(Estadão Expresso | 24/01/2022 | Por Beatriz de Oliveira, Nós Mulheres da Periferia)

NEGRAS E POBRES SÃO AS MAIS AFETADAS

Uma em cada 4 mulheres já foi vítima de violência obstétrica no Brasil
Entre abusos físicos e psicológicos, elas ouvem frases do tipo “Não chora não, que ano que vem você está aqui de novo” e “na hora de fazer não chorou”
Mulheres negras, pobres, com pouco estudo e moradoras das regiões norte e nordeste são as que mais relatam maus-tratos
Mulheres negras tem risco maior de pré-natal inadequado e ausência de acompanhante no parto

A desumanização do parto — Na jornada pelo nascimento de Luís Felipe, Marli Soares foi submetida a dois procedimentos não recomendados. Um deles foi a episiotomia, corte feito na região entre o ânus e a vagina, com o intuito de “facilitar a passagem do bebê”. A doula explica que esse procedimento é na realidade uma mutilação genital e tem recuperação dolorosa. Publicado em 2017 pelo Ministério da Saúde, o documento Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal indica que a técnica não deve ser realizada de forma rotineira.

A manobra de Kristeller, em que a equipe médica aplica pressão na parte superior do útero para forçar a saída do bebê, é outra violência importante. O Ministério da Saúde diz que a técnica não deve ser realizada, porque expõe bebê e mãe a riscos.

Ainda assim, esses gestos abusivos, desproporcionais e perigosos são comuns em hospitais brasileiros. A pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, mostra que a maioria das mulheres passou por essas e outras intervenções excessivas no parto.

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