Networking ainda é desafio para as mulheres, segundo pesquisa

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(DCI, 15/07/2015) Pesquisa traz alerta ao sexo feminino: segundo pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a brasileira é uma das profissionais que menos faz networking globalmente

Uma pesquisa da consultoria Lee Hecht Harrison, feita nos Estados Unidos no ano passado, apontou que 63% dos profissionais conseguem mudar de emprego por causa da indicação de um conhecido. Mas outra pesquisa faz um alerta para as mulheres: segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a mulher brasileira é uma das que menos faz networking.

Para Helena Ribeiro, CEO do Grupo EmpZ e mantenedora da Faculdade Esup, certificada CEO/FGV, a maior participação feminina em eventos corporativos que envolvam negócios e network ainda é um desafio. “Vencer o constrangimento de ser minoria não é fácil, mas pode ser extremamente positivo e ser a grande oportunidade para mudar ou ascender na carreira, especialmente se a mulher pretende mudar de emprego ou conquistar nova posição na empresa”, diz.

Segundo a CEO, a mulher por natureza é muito comunicativa, mas quando o assunto é negócio, ainda há uma barreira a ser superada. “Mesmo em maioria, a mulher tem certa dificuldade e receio de tomar a iniciativa para se relacionar com seus prospects. É fácil para ela investir em networking? Não, não é. Mas é estratégico e preciso”, afirma. Seja executiva, profissional em início de carreira ou prata da casa, independente do estágio da carreira, o mundo corporativo dela está cercado de gente, colegas de trabalho, fornecedores, clientes e parceiros. “É praticamente impossível estar nestes ambientes sem se relacionar com outras pessoas, mas as mulheres ainda são minoria. Está na hora de mudar essa realidade”, ressalta.

Para Helena, além das barreiras, há uma dificuldade natural agendar eventos de network, onde o fator tempo impacta nas prioridades, primeiro por exercerem múltiplos papéis, executiva, mãe, mulher e a maior parte das responsabilidades com os cuidados com os filhos e com afazeres domésticos.

Desta forma, a falta de tempo não a equipara aos homens no networking. Ainda segundo ela, apesar da expansão do índice de mulheres no mundo do trabalho, o ambiente executivo ainda é muito dominado por homens, com regras muito masculinas, onde a cultura ainda estabelece que existam coisas de menino e de menina, que se estendem à vida adulta. Não é por menos que muitas se sintam constrangidas com a situação. “Nesse ponto, o segredo é usar a adversidade a seu favor. A situação pode trazer mais segurança inclusive para enfrentar outros ambientes. As executivas brasileiras devem criar sua própria maneira de fazer networking, para reforçar as relações de negócios, e passar a usar de forma consciente e estruturada sua rede de relacionamento para que possam reverter em negócios ou mesmo em nova oportunidade de emprego”, diz.

A especialista dá dicas para ampliar e melhorar o networking: deve-se organizar melhor o tempo; participar de eventos corporativos; delegar tarefas de rotina no trabalho; contar com apoio de empregados e companheiros para a realização das tarefas domésticas e dividir com o pai os cuidados com os filhos.

Milton Paes

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