Webinário debate o impacto da Covid-19 no acesso a métodos contraceptivos

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O Fundo de População das Nações Unidas estima que 47 milhões de mulheres podem perder o acesso à contracepção moderna se a situação da pandemia de Covid-19 continuar por seis meses, podendo levar a quase 7 milhões de gestações indesejadas. A organização aponta que, na América Latina e Caribe, a pandemia vem afetando o acesso aos métodos contraceptivos de duas maneiras:

  • pela interrupção dos serviços de saúde sexual e reprodutiva — por fatores como a sobrecarga dos sistemas de serviços de saúde (por exemplo, desvio de equipamentos e funcionários/servidores para resposta à pandemia) e;
  • uma queda na demanda por serviços de saúde sexual e reprodutiva devido à relutância da própria população em comparecer às unidades de saúde, seja por receio de contaminação ou mesmo por restrições de mobilidade.

Outro ponto também impactado é a dificuldade das pessoas de adquirirem os métodos modernos em farmácias com recursos próprios, devido a diminuição de renda. Portanto, alguns estudos estimam que após a Covid-19, o percentual de mulheres com necessidade não atendidas de planejamento reprodutivo pode ter um retrocesso aos ganhos da garantia do acesso universal à saúde sexual e reprodutiva adquiridos em anos anteriores.

Com intuito de debater o tema e compartilhar experiências internacionais que possam auxiliar aqueles que trabalham no fornecimento de contraceptivos a meninas e mulheres, acontece o Webinário Impacto da Covid-19 no acesso aos métodos contraceptivos, nesta quarta-feira (05/07), das 15h às 16h30, no canal da UNFPA Brasil no Youtube.

Palestrantes

Federico Tobar | Consultor regional do Fundo de População das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe em Sistemas de Saúde e Garantia de Suprimentos de Saúde Reprodutiva.

Milka Dinev | Coordenadora do ForoLAC/Reproductive Health Supplies Coalition

Cristiane Martins Pantaleão | Vice presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

Facilitadora

Astrid Bant | Representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil

 

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