Plataforma reúne informações para combate à violência contra a mulher

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Rota VCM vai incentivar as empresas a se aliarem na luta contra a violência doméstica e agregar conteúdos para ajudar as vítimas

(R7, 09/10/2019 – acesse no site de origem)

Reunir dados, pesquisas, cartilhas, dicas e orientaçõess para que a batalha contra a violência contra a mulher se fortaleça e ganhe novos apoios é o objetivo da Rota VCM (Vida, Coragem, Mulher), plataforma lançada nesta quinta-feira (7), em São Paulo, que centralizará todas as recomendações relevantes relacionadas ao tema.

“O intuito da criação da Rota VCM é munir a sociedade de informações para que todas as mulheres encontrem caminhos para exercer o direito de viver com muita coragem”, afirma Edna Goldini, fundadora do Instituto Vasselo Goldoni e apoiadora do projeto.

O lançamento da Rota VCM foi realizada no evento de apresentação da pesquisa “A violência e o assédio contra a mulher sob a perspectiva corporativa”, que ajudou a apontar algumas das ações necessárias, como buscar o engajamento de empresas nessa luta.

“A partir do estudo podemos entender os desafios por trás dessa temática. Descobrimos, por exemplo, a importância de sensibilizarmos a alta liderança das empresas. Apenas dessa forma teremos políticas de apoio a essas mulheres”, avalia Edna.

Segundo a promotora Gabriela Mansur, a dependência financeira é uma das principais causas que levam mulheres a desistir do pedido de medidas protetivas. “Cerca de 30% das que denunciam e pedem par retirar a protetiva abandonaram o trabalho, às vezes a pedido do próprio agressor. É preciso recolocar essas mulheres no mercado de trabalho”, pontua. “60% dos processos criminais são de violência contra mulher, este não é um problema privado. As empresas têm responsabilidade social nisso. Essas portas têm de estar abertas”, sugere.

É preciso também, de acordo com a promotora, trazer os homens para o debate. “A liderança está na mão dos homens, eles estão com a caneta na mão. O que as mulheres querem é justiça, respeito, dignidade. Elas não querem mais ser tratadas como vítimas da violência e sim como sobreviventes”, alerta.

A pesquisa “A violência e o assédio contra a mulher sob a perspectiva corporativa” e a plataforma viva “Rota VCM” contaram com o apoio do Instituto Patrícia Galvão, Demarest, Levee, Think Eva, CMI Business Transformation, Movimento Mulher 360, Justiça de Saia, Grupo Mulheres do Brasil, KPMG, Bradesco e da CKZ Diversidade.

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