17/11/09 – BID doa US$ 2,25 bilhões para ampliar participação da mulher latino-americana na política

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not_polCom recursos de um fundo de multidoadores para assuntos ligados a gênero e diversidade, criado em maio deste ano, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai destinar 2,25 bilhões de dólares para financiar iniciativas na América Latina que promovam um maior protagonismo das mulheres na política, principalmente das mulheres negras e indígenas.

Segundo documento divulgado pelo BID, o projeto “Novos Horizontes: Para uma maior participação política das mulheres” irá financiar por três anos “iniciativas que promovam a criação de redes de intercâmbio, que facilitem a transferência de ideias, estratégias e recursos e que promovam a conscientização sobre a importância de contar com mulheres nas instâncias decisórias. Os fundos poderão financiar também pesquisas acadêmicas sobre a liderança das mulheres, a modernização do Estado e apoiar mecanismos para fortalecer a liderança e participação das mulheres por meio das políticas públicas e das operações do Banco”.

Serão realizadas convocatórias para selecionar as iniciativas. “O projeto permitirá financiar intervenções estratégicas direcionadas a fortalecer a participação efetiva da mulher nos espaços de decisões que afetam suas vidas e a de suas famílias”, declarou Gabriela Vega, coordenadora do projeto.

Em seu comunicado, o BID ressaltou que a América Latina vive um momento importante em relação à participação da mulher na política, com diversas mulheres em cargos majoritários, como: Michelle Bachelet (presidente do Chile, 2005), Cristina Kirchner (presidente da Argentina, 2007) e Portia Simpson (primeira-ministra da Jamaica, 2006). E o número de mulheres ministras na América Latina aumentou de 15% para 24%, de 2005 a 2007. Neste ano o Chile tornou-se o primeiro país das Américas e o terceiro do mundo – depois da Espanha e Suécia – a ter igual número de mulheres e homens no comando de ministérios. 

Maior acesso a poder político não inclui negras e indígenas
Em 1990, 7% dos parlamentares na América Latina eram mulheres; em 2009, elas são 19%. Esse aumento se deve em parte à adoção, em 12 países da região, de um sistema de cotas para garantir uma representação mínima de mulheres nas candidaturas a cargos eletivos. Contudo, o BID destaca, a maior participação feminina em postos públicos de decisão não tem incluído as mulheres indígenas ou afrodescendentes, mesmo nos países em que essas populações são numerosas.

Acesse essa matéria em pdf: Último Segundo – 17/11/09

Leia o comunicado divulgado pelo BID em 17/11/09

Saiba mais sobre o Fundo de Multidoadores para Gênero e Diversidade do BID


Indicação de fontes:

Sueli Carneiro – filósofa e pesquisadora
Geledés – Instituto da Mulher Negra
www.geledes.org.br
São Paulo/SP
(11) 3726-8180 / 3333-3444 e 3331-1592 (Geledés)
[email protected]
Fala sobre: desigualdade racial e desigualdade de gênero

Maria Betânia Ávila – socióloga e coordenadora do SOS Corpo
SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
www.soscorpo.org.br
Recife/PE
(81) 3087-2086
[email protected]
Fala sobre: participação social e política das mulheres; baixa representação das mulheres negras e indígenas em espaços de poder e de decisão.

 

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